VIAGENS - Volta ao Mundo

 

Volta ao Mundo Solitário sem Escalas

O velejador André Magalhães Homem de Mello, partiu de Ilhabela em 30 de setembro de 2001 para realizar um feito inédito na vela oceânica brasileira, o de se tornar o primeiro brasileiro a completar uma volta ao mundo solitário e sem escalas.

A viagem foi dividida em quatro etapas para facilitar o cumprimento do seu objetivo. A primeira etapa da viagem até o Cabo da Boa Esperança compreendeu um total de 4.039 milhas náuticas e foi percorrida em 35 dias. A característica marcante desta etapa, foi a passagem pelo famoso “Cabo das Tormentas” considerado por diversos navegadores, como um dos locais mais perigosos do planeta para a navegação. Outro momento marcante desta primeira etapa foi a passagem pelo  meridiano de Greenwich que divide o planeta em duas partes, o lado oeste e o lado leste.

A segunda etapa da viagem entre o Cabo da Boa Esperança e a Austrália teve um total de 5.886 milhas e foi percorrida em 51 dias. Nesta etapa o velejador enfrentou diversas tempestades e avarias nas velas. O momento mais marcante deste trecho foi a colisão com uma baleia aos 47 dias de viagem.

Depois do rápido reabastecimento na Tasmânia, André iniciou a terceira etapa da viagem da Austrália ao Cabo Horn. Este trecho foi o mais longo da viagem com 6.029 milhas percorridas em 58 dias. Neste trecho, além de enfrentar as tempestades freqüentes do Oceano Austral, o velejador experimentou temperaturas abaixo de zero enfrentando chuvas de granizo e até neve.

Foi a partir do seu aniversário em 31 de janeiro que o velejador passou a enfrentar a falta de energia a bordo. Um problema no motor impossibilitou-o de carregar as baterias e assim, poder ligar equipamentos essenciais de navegação (radar, luzes de navegação, rádio VHF e até luzes internas) além de restringir a comunicação com sua base no Brasil em um contato por semana.

A quarta e última etapa da viagem entre o Cabo Horn e Ilhabela foi, segundo ele, pior que o esperado. Devido às diversas avarias em seu barco (velas, motor e piloto automático) ocorridas devido ao uso constante e a falta de vento acima dos 40 graus sul, esta etapa de 3. 436 milhas (que seria para ser a mais curta em numero de dias) ficou marcada como sendo a mais lenta, demorando 46 dias em uma média de velocidade de apenas 3,1 nós. O ponto marcante desta etapa, foi o cumprimento da volta ao mundo sem escalas no dia 07 de março de 2002 ao ultrapassar o meridiano 44 graus oeste (mesma longitude de Ilhabela) com 158 dias de viagem.

Após marcar sua chegada em Ilhabela para dia 30 de março no dia 22 do mesmo mês, a bateria do único telefone satelital disponível, acabou. A falta de vento na costa brasileira aliada às mas condições das velas e do motor, a falta de energia e falta de comunicação a bordo, o velejador foi obrigado a encerrar a sua viagem prematuramente em Florianópolis no dia 30 de março de 2002. Mesmo assim, o velejador se considera realizado, pois retornou a um porto brasileiro sem fazer escalas durante a sua volta ao mundo. O encerramento da viagem se deu no dia 13 de abril de 2002 depois de percorrer as 270 milhas entre Floripa e Ilhabela  em incríveis 8 dias de viagem, enfrentando ainda a falta de vento na costa brasileira, as avarias nas velas e no motor e até a falta d’água.

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